Romper por necessidade
Romper por que é inevitável
Romper um vicio.
Romper um vinculo
Romper a necessidade.
Romper por querer
Romper pela fragilidade
Romper pela experiência.
Romper pelo inconfundível desejo
Pela própria demência
Romper por prazer
Por temer
Por qualquer coisa
Para quebrar uma rotina
Ter de seguir uma outra estrada
Mudar o caminho.
Mudar a si próprio
Mudar quando não se quer.
Quando se quer
Ter de mudar.
Não querer mudar.
Com medo de perder
Perder tudo, o rumo, o prumo.
Até mesmo o sumo.
Romper pra perder
Porque perder é mais do que necessário
Perder por necessidade
Romper a esperança de seguir
Romper por saber que não irá durar
Acabar.
Perder não por que quer
Mas porque está no verbo: Precisar
Porque é a atitude mais madura a fazer.
Chorar por romper
Por perder
E saber que para mudar
É sempre necessário optar
Escolher.
E as escolhas nunca são fáceis
De se fazer.
eu dancei. como se este moviemento tivesse me feito renascer. pausei sobre meus dedos dos pés e ajeitei o corpo, mesmo mal equilibrado. mantive uma respiração desesperada, quase que controlada….pelo desespero. dancei como se habitassem em mim mil canções. como se só com as as mãos eu pudesse ditar o ritmo das batidas. e haviam muitas batidas fora as do coração. eis que juntei uma mão com a outra e bati tentando surtir a disritmia do meu peito. cansada não fiquei. então veio o punk. o funk. e na batida seguinte a lambada francesa, o tal do zouk. escorreguei no chão com sensualidade e balancei a cabeça com leveza. vi meus cabelos dançarem também. agora eu era toda música. toda ritmo. por segundos me despertei da euforia e caminhei para um certo estado de lamúria, onde de lá um tango entoou e acabei rasgando o peito. dentro de toda a minha dança encontrei o samba, o coco, xaxado. encontrei a valsa. Dentro do corpo suado, enfim achei um novo ser. que habitava lá no fundo de um dos meus pensamentos em vibratto esplêndido. e este ocupava e culpava alguns espaços quietos que invadidos dançaram também. novamente me pus a dançar. como se pudesse arrancar todos os medos, fui flashdance. fui uma baiana de escola de samba. girando. girando. sem ficar tonta e nem perder o torpor. no canto calada, perdida uma adolescente em mim decidiu ir pra balada ao som das batidas inquietas do chamado drum’ base. quase deixei de ser eu mesma, para ser milhões de meninas que queriam tanto dançar. e dancei..chorei até porque a dança tocou meu coração. encheu o meu peito e transbordou meus olhos. silenciei. parei. e mesmo sem nada. o meu corpo dançava. nas batidas do meu coração.